sábado, 18 de março de 2017
terça-feira, 7 de março de 2017
Geometria Plana: conceitos históricos e cálculo de área
Nesse estudo sobre a Geometria
Euclidiana ou Plana, serão abordados os principais conceitos e um pouco da
história desse ramo da matemática milenar que desempenha tão grande
representatividade na vida da humanidade. Não há dúvidas da importância da
Geometria na vida humana. O conhecimento geométrico revolucionou o saber,
tornando-se o seu estudo, necessário à realização de grandes feitos nas áreas
da construção e na partilha de terras. Se dividirmos a palavra Geometria
conseguimos chegar ao seu significado etimológico: geo (terra) + metria
(medida), portanto Geometria significa medida de terra.
Passeio pela História
O conhecimento geométrico como
conhecemos hoje nem sempre foi assim. A geometria surgiu de forma intuitiva, e
como todos os ramos do conhecimento, nasceu da necessidade e da observação
humana. O seu início se deu forma natural através da observação do homem à
natureza. Ao arremessar uma pedra num lago, por exemplo, observou-se que ao
haver contato dela com a água, formavam-se circunferências concêntricas –
centros na mesma origem. Para designar esse tipo de acontecimento surgiu
a Geometria Subconsciente.
Conhecimentos geométricos também
foram necessários aos sacerdotes. Por serem os coletores de impostos da época,
a eles era incumbida a demarcação das terras que eram devastadas pelas
enchentes do Rio Nilo. A partilha da terra era feita diretamente proporcional
aos impostos pagos. Enraizada nessa necessidade puramente humana, nasceu o
cálculo de área.
Muitos acontecimentos se deram,
ainda no campo da Geometria Subconsciente, até que a mente humana fosse capaz
de absorver propriedades das formas antes vistas intuitivamente. Nasce com esse
feito a Geometria Científica ou Ocidental.
Essa geometria, vista nas instituições de ensino, incorpora uma série de regras
e sequências lógicas responsáveis pelas suas definições e resoluções de
problemas de cunho geométrico.
Foi em 300 a.C. que o grande
geômetra Euclides de Alexandria desenvolveu grandiosos trabalhos
matemático-geométricos e os publicou em sua obra intitulada Os
Elementos. Essa foi, e continua sendo, a maior obra já publicada - desse
ramo - de toda a história da humanidade. A Geometria plana, como é
popularmente conhecida nos dias atuais, leva também o título de Geometria
Euclidiana em homenagem ao seu grande mentor Euclides de
Alexandria.
Cálculo de Áreas
Conhecer sobre área é conhecer
sobre o espaço que podemos preencher em regiões poligonais convexas – qualquer
segmento de reta com extremidades na região só terá pontos pertencentes a esta.
O cálculo de áreas tem muita
aplicabilidade em diferentes momentos, seja em atividades puramente cognitivas,
ou até mesmo trabalhistas. Um exemplo de profissional que faz uso dessa
ferramenta para tornar possível o desempenho do seu trabalho é o pedreiro. É
através do conhecimento de área que é possível estimar a quantidade de cerâmica
necessária para pavimentar um determinado cômodo de uma casa, por exemplo.
O quadrado
O quadrado é uma figura
geométrica plana regular em que todos os seus lados e ângulos são iguais. Veja
um exemplo de quadrado na figura a seguir:
Para calcular a área de um
quadrado basta que se multipliquem dois dos seus lados l entre
si.
Exemplo 1
Para pavimentar a sala de sua casa D. Carmem
comprou 26 m2 de piso. Sabendo que a sala tem o formato
quadrangular e que um dos lados mede 5 m, diga se o piso comprado por D. Carmem
será suficiente para pavimentar a sua sala.
Para pavimentar a sala de sua casa D. Carmem
comprou 26 m2 de piso. Sabendo que a sala tem o formato
quadrangular e que um dos lados mede 5 m, diga se o piso comprado por D. Carmem
será suficiente para pavimentar a sua sala.- A sala tem o formato
quadrangular;
- O seu lado mede 5 m;
- A área do quadrado é A =
l 2.
Com base nos dados acima temos:
Conclui-se então que o piso
comprado por D. Carmem será suficiente para pavimentar sua sala e ainda sobrará
1 m2.
Lembrete: a unidade de medida de área mais utilizada é o metro quadrado (m2), porém em alguns casos usa-se o km2, cm2, etc.
Lembrete: a unidade de medida de área mais utilizada é o metro quadrado (m2), porém em alguns casos usa-se o km2, cm2, etc.
O retângulo
O retângulo é uma figura
geométrica plana cujos lados opostos são paralelos e iguais e todos os ângulos
medem 90º. Confiram o retângulo abaixo:
Para calcular a área do
retângulo, basta que se multipliquem seu comprimento c pela
largura l.
Exemplo 2
Num campeonato de futebol a
equipe organizadora do evento está providenciando o gramado que será plantado
em toda área do campo. Para comprar as gramas, a equipe precisa saber a área do
campo, pois a grama é vendida por metro quadrado. Sabendo que o campo tem 115 m
de comprimento por 75 m de largura e ainda que o campo tem o formato
retangular, ajude a equipe a solucionar o problema, diga quantos metros
quadrados de área tem o campo de futebol?
O triângulo
O triângulo é uma figura
geométrica plana formada por três lados e três ângulos. A soma dos seus ângulos
internos é igual 180º.
Para calcular a área do triângulo
multiplica-se a base b pela altura h e divide
o resultado por 2 (metade da área do retângulo).
Exemplo 3
Encontre a área de um triângulo
cuja base mede 8,2 cm e a altura 3,6 cm.
O trapézio
Para calcular a área do trapézio
adiciona-se a base maior c à base menor a, ao
resultado da soma multiplica-se a altura, e por fim, divide-se o resultado
final por 2.
Exemplo 4
Um fazendeiro quer saber a área
de um lote de terra que acabara de comprar. O lote tem o formato de um
trapézio. Sabendo que a frente mede 1020 m, o fundo, 815 m e a distância da
frente ao fundo é de 510 m. Determine a área do lote.
Conclusão
A necessidade geométrica
perpassou o tempo e está impregnada em nossas vidas nos dias atuais. O conhecimento
da Geometria Plana (Euclidiana) é tão importante que não é possível o caminhar
separado da sua prática e do seu entendimento.
“Caminhemos
sobre as curvas das formas e encontraremos um universo ainda não
desbravado”. Robison Sá.
Referência bibliográfica:
Ferret, Rodrigo Bozi. História e filosofia da matemática. Aracaju: Gráf. UNIT, 2007.
Ferret, Rodrigo Bozi. História e filosofia da matemática. Aracaju: Gráf. UNIT, 2007.

Ao olhar, avaliar e interpretar a realidade, o olhar aguçado
sobre a natureza pode estender os conceitos geométricos. Doczi (1990) expõe as
conexões entre o estudo da natureza e as figuras geométricas. Em “O Poder dos
Limites”, mostra com riqueza de detalhes, as harmonias e proporções na
natureza, analisando flores, peixes, borboletas, o corpo humano e os geometriza
encontrando relações matemáticas diversas. Não obstante, ainda analisa as
produções humanas voltadas à Arte, também relacionando-as com Matemática.
Unindo as pesquisas realizadas em Matemática, Arte e Natureza, pretende-se
estimular o professor a usar as conexões existentes, principalmente, em relação
à Matemática e Arte, para ampliar o seu conhecimento e tornar aulas de
Matemática mais contextualizadas e dinâmicas
tigação Disciplinar As medidas do corpo humano No século 1,
viveu o arquiteto e escritor romano Marcus Vitruvius Pollio. Vitruvius afirmava
que seus projetos de construção de templos teriam como base a analogia
existente nas medidas do corpo humano bem formado, ou seja, mantendo uma
harmonia perfeita entre todas as partes. Em sua obra intitulada Ten Books on
Architecture, a altura de um homem bem formado é igual ao alcance de seus
braços estendidos. Essas medidas seriam formadoras de figuras geométricas
planas como o quadrado e o círculo. O quadrado encerraria o corpo inteiro,
enquanto os pés tocam a circunferência cujo centro é o umbigo do corpo humano.
Séculos mais tarde, no período denominado como Renascimento, Leonardo da Vinci,
ilustra a idéia baseando-se nos fundamentos de Vitruvius. O desenho torna-se
referência de proporção e hoje é conhecido como “Homem Vitruviano”. Tendo como
referência as proporções citadas, pode-se validar tal situação, efetuando as
medidas no corpo das crianças e verificando as concepções mostradas. Que tal
experimentar?
O romance da dança com a matemática
Matemática e a dança
A criança tem o impulso inato de
realizar movimentos similares aos da dança e cabe à escola levá-la a adquirir
consciência dos princípios do movimento, preservando sua espontaneidade e
desenvolvendo sua expressão criativa. Seu aprendizado deve integrar o
conhecimento intelectual e criatividade do aluno, desenvolvendo os pilares da
educação. Segundo Marques, “há um vínculo quase que ‘a priori’ entre dança e
educação, pois o movimento é a base das ações e comportamentos humanos, os
quais são trabalhados pela escola”. (Marques, 1990, p. 20).
A autora também afirma que a dança é excluída do currículo
escolar porque muitas vezes é vista apenas no seu sentido restrito,
esquecendo-se que esta é importante por muitas razões. Primeiramente porque é
dinâmica e viva, despertando o interesse da criança e proporcionando prazer e
vontade. Em segundo lugar porque cria companheirismo entre os parceiros, e por
último, porque oferece oportunidade para uma completa integração física,
psíquica, moral e intelectual.
Em relação ao aspecto cognitivo,
Cavasin mostra que a dança pode proporcionar um amplo desenvolvimento corporal,
“lapidando a personalidade do educando através de uma consciência corporal em
relação ao próprio mundo e ao mundo do outro”. (Cavasin, 2006, p.2). Desta
forma, ressalta que o ensino de dança na escola visa o processo criativo e
pode-se estabelecer relações entre a dança e outras disciplinas, como a
matemática, por exemplo.
Ossona, por exemplo, relaciona a
melodia da música e seus níveis, alto (sons agudos) e baixo (sons graves) com a
dança e a matemática. “Nos primeiros tempos far-se-á com que os alunos se
movam seguindo esta regra de imitação e também relacionar os graves com a
dimensão de largura e os agudos com as figuras estreitas; igualmente poderá
relacionar os sons graves com os planos anteriores e os agudos com os
posteriores, trabalhando desse modo com a dimensão de profundidade”. (Ossona,
1998, p. 117)
Outra abordagem possível, citada por Cavasin, é, dentro de uma coreografia
determinada, promover a utilização de todas as formas de numeração possível,
como contar o número de participantes e de movimentos, e também, verificar
quais as figuras geométricas formadas com os movimentos realizados. Sobre este
último aspecto, Coelho faz uma relação com as danças
folclóricas.
Essencialmente, diz que na maioria das vezes as danças de
diferentes povos e culturas são danças circulares, mas podem ser também em
forma de linha ou espiral. Explica que o que diferencia a dança de uma cultura
de outra é a consciência tida pelos participantes, visto que as formas
geométricas coincidem.
Assinar:
Postagens (Atom)












